Você sabe como é o uso do blockchain no Brasil? A tecnologia derivada do Bitcoin tem ganhado destaque nos comentários sobre tecnologia ao longo do último ano em função do seu grande potencial.

Considerada por muitos uma forma mais inteligente, precisa e segura de gerenciar dados, o blockchain é uma solução que já é adotada por várias empresas e instituições públicas nacionais. Se você quer saber mais sobre o tema, continue a leitura deste post!

O que é o blockchain?

O blockchain é uma solução que surgiu com o Bitcoin, a primeira criptomoeda do mundo. Ele foi criado para eliminar a necessidade de a moeda ter um agente central regulador que servisse de intermediário para todas as transações feitas na rede. Assim, as chances de fraudes ocorrerem são extintas mesmo que a gestão das transações feitas com o Bitcoin seja descentralizada.

Como isso é feito?

O termo blockchain significa, em português, cadeia de blocos. E a tecnologia é exatamente isso: um conjunto de blocos sequenciais com todas as transações realizadas na rede.

Cada bloco tem o seu conteúdo e uma assinatura digital. Para evitar fraudes, o bloco conta não só a sua assinatura (chamada de hash), mas também a assinatura do bloco anterior.

Essa estrutura (dado + assinatura do bloco + assinatura do bloco anterior) confere ao blockchain a confiabilidade necessária para a sua adoção até mesmo para a gestão de transações financeiras de alto valor. Caso alguma modificação em um bloco já salvo ocorra, o hash do bloco será modificado. Assim, comparando com o bloco posterior, fraudes podem ser rastreadas (e bloqueadas) rapidamente.

Que vantagens o uso do blockchain traz para empresas?

O blockchain eliminou a necessidade de intermediários no envio e recebimento de valores pela web. Isso se deu por ele ser um excelente protocolo de segurança, capaz de apontar fraudes rapidamente e de modo transparente.

Essa, aliás, é a sua principal vantagem. Se modificações indevidas ocorrem, qualquer usuário poderá detectar a falha e tomar as medidas necessárias. Mas existem quatro outros benefícios que essa solução traz:

  • a transparência: o sistema de registro e os blocos são compartilhados por toda a rede de usuários, tornando o blockchain um mecanismo transparente para salvar informações;
  • a privacidade: o usuário pode garantir níveis adequados de privacidade ocultando partes sensíveis de cada bloco sem prejudicar a capacidade de verificação dos usuários;
  • a confiabilidade: no blockchain, contratos inteligentes podem ser salvos em segurança uma vez que os dados não podem ser modificados após escritos;
  • o mecanismo de consenso: todas as transações passam pela verificação de cada usuário da rede, evitando erros e garantindo que os dados sejam salvos do modo esperado.

Quem utiliza o blockchain no Brasil?

As possibilidades de uso do blockchain já chamam a atenção de empresas públicas e privadas. Veja, abaixo, alguns casos de uso que estão ocorrendo no Brasil.

Banco Central

A Plataforma de Integração de Informações das Entidades Reguladoras (Pier), começou a ser desenvolvida em agosto de 2017 e foi implementada em abril do ano seguinte. O seu objetivo é funcionar como um sistema para troca de dados entre o BACEN e outras instituições, como a Superintendência de Seguros Privados (Susep), a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

O Pier pretende trazer mais confiabilidade, segurança e eficiência para as operações integradas desses órgãos. No seu dia a dia, os profissionais que utilizam o Pier precisam trocar dados com rapidez, aprovar documentos e requisições.

Em geral, esse é um processo longo e burocrático. Diferentes canais de comunicação utilizados (como e-mail e telefone) e várias verificações são necessárias para evitar fraudes.

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Mas, com o Pier, esse cenário pode mudar. Segundo o BC, os dados de cada requisição ou documento são salvos com assinaturas criptografadas. Além da impossibilidade de modificar informações, a rede pode ser utilizada para comunicação com a garantia de que fraudes ou erros não ocorram.

Banco Itaú

O banco Itaú inaugurou, também em 2018, uma ferramenta que será aplicada para a gestão de investimentos. O foco, em específico, está na gestão e no controle das margens de transações de derivativos. Assim, o banco poderá salvar, em um ambiente robusto e confiável, todos as informações da negociação.

A ideia surgiu em função da impossibilidade de acompanhar o preço dos derivativos por uma clearing e do fato de o seu preço não estar ligado a um regulador. Diante disso, a negociação entre as partes é realizada diretamente e o valor final é registrado na rede.

A ferramenta funciona como um programa de computador. As duas partes envolvidas na negociação fecham um valor pelo chat e, no momento que a transação é feita, ela é registrada por meio de um documento virtual salvo no blockchain.

Banco Santander

O envio e recebimento de valores internacionalmente sempre foi uma operação que demanda tempo. Para solucionar esse problema, o banco Santander se voltou para o blockchain.

O blockchain permite que valores sejam enviados e recebidos entre contas de países diferentes em até um dia útil. Isso aumenta drasticamente a qualidade da experiência de uso do correntista: uma operação que, em geral, pode demorar até três dias é feita em um prazo muito menor.

Os dados são enviados e recebidos por todas as partes envolvidas instantaneamente. Graças à criptografia, os riscos de segurança são reduzidos, garantindo que os clientes possam realizar transferências rapidamente e sem riscos.

O uso do blockchain no mercado financeiro, como vimos, tem um grande potencial. A rotina dos bancos pode se tornar mais ágil e eficaz sem que a segurança e a privacidade dos usuários seja comprometida.

As aplicações da tecnologia também pode ser vistas em outros setores. Na logística, por exemplo, o blockchain torna a gestão de fornecedores mais inteligente e segura: com alguns cliques, o usuário pode verificar todos os passos que um produto fez até chegar em suas mãos.

Já a gestão de contratos inteligentes pode ser levada para todos os setores da economia. Isso permitirá novas formas de vender produtos e serviços, com menos intermediários, mais agilidade e confiabilidade.

Em outras palavras, o uso do blockchain no Brasil permitirá que empresas sejam mais inovadoras e inteligentes. Dados serão trocados com a segurança e a privacidade necessária para que a prestação de serviços ocorra sem erros. Assim, associado a outras inovações, como a Inteligência Artificial, o Big Data e o BI, o blockchain trará mais competitividade para o negócio.

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Beluga
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