A ciência de dados, que une Big Data, estatística e inteligência artificial, está revolucionando o dia a dia nas empresas. Graças a ela, é possível otimizar a tomada de decisões por meio de informações preditivas, estratégicas e precisas em relação ao mercado.

Para isso, ela faz uso de disciplinas como quantitative analysis (análise quantitativa), programming skills (habilidades de programação) , business knowledge (conhecimento de negócios), entre outras. Além do mais, ela tem diversas ramificações que podem servir aos propósitos de negócios em diferentes setores — como finanças, saúde, indústria etc.

Portanto, é preciso acompanhar seus avanços, ficando atento às suas principais tendências, independentemente do seu setor de atuação. Por falar nisso, separamos 3 das principais a seguir. Não deixe de conferir!

1. Análise de dados em tempo real

A primeira grande tendência é a coleta de dados e análise simultânea, isto é, em tempo real. Isso será possível graças à disseminação da Internet das Coisas (IoT). Aliás, de acordo com estimativas da Cisco, o tráfego IP entre módulos Machine-to-Machine (M2M), ou máquina a máquina, crescerá 49% até 2021.

A expansão da IoT permitirá a realização de análises de comportamento de processos internos/externos e de mercado em tempo real, uma vez que muitos equipamentos produzirão dados em diversos ambientes interconectados.

2. Expansão dos centros de excelências de dados

Muitas organização estão criando centros de excelência de dados internos para otimizar processos e gerar oportunidades de negócios. Também usam para autoatendimento em analytics, bem como para implantar e reforçar culturas de dados empresariais.

Powered by Rock Convert

A criação desses centros também ajudará a desenvolver regiões, aproveitando talentos do mundo todo. Um exemplo é o Google, que pretende abrir um centro de excelência em IA em Acra, capital de Gana, em que o foco será o desenvolvimento de técnicas de aprendizagem para máquinas. Essa será sua 14° sede de um centro de Inteligência Artificial, sendo a primeira na África.

A IAB também mantém um centro de excelência de dados. Esse foi fundado para aperfeiçoar os recursos da empresa e para potencializar uma “agenda de dados” para a indústria de marketing, mídia digital e publicidade.

3. Maior preocupação com a ética e a privacidade de dados

Os debates sobre as questões éticas, morais e sociais da ciência de dados também tendem a aumentar, especialmente quando envolvem privacidade, segurança digital e uso indevido de informações.

Aliás, em maio de 2018, entrou em vigor uma lei mais dura de proteção de dados na Europa: o Regulamento Geral de Proteção de Dados da União Europeia (GDPR). Entre os seus pontos principais, temos:

  • exigência de que um vazamento de dados seja avisado em 72 horas;
  • possibilidade de usuários verem, corrigirem ou excluírem dados armazenados sobre eles por empresas;
  • necessidade das organizações informarem, em linguagem acessível, suas políticas de proteção de dados;
  • multas pesadas, podendo envolver € 20 milhões ou 4% da receita mundial dos negócios da companhia infratora.

Diante disso, é preciso ficar atento como essas tendências envolvem a ciência de dados e podem afetar a gestão. Muitas delas colaboram para o aproveitamento de oportunidades, a redução de custos e a melhora de processos. Contudo, como apontado no terceiro caso, será preciso se preparar também para seguir as novas regulamentações digitais que tendem a ser impostas por mais países além dos europeus.

Agora que você já sabe quais as principais tendências da ciência de dados, que tal descobrir como usar as informações obtidas para realizar uma boa tomada de decisão?

Beluga
Autor

No blog Beluga você encontra o melhor conteúdo sobre data science, machine learning e inteligência artificial para alavancar sua empresa através dos seus dados.

Escreva um comentário